Corte aqui…

O ministro da educa$$ão dos ricos, Milton Ribeiro, quer muito receber do estrumáxissímo presidente Jair Bolsonaro o prêmio de funcionário do mês, talvez do ano – uma vez que seu maior concorrente era o ex-ministro do Meio Ambiente ao Meio, Ricardo Salles –. Com muita fé, homofobia, censura e aquele sutil toque de fascismo na missão de salvar a família brasileira do comunismo satanista, Ribeiro ameaçou em rede nacional estados e municípios para que retornem às aulas, com pandemia, com tudo, declarando que “o Brasil não pode continuar com as escolas fechadas, gerando impactos negativos nas gerações… não devemos privar os estudantes do aprendizado necessário para a formação acadêmica… da qualificação para o trabalho…”, fazendo de conta que se importa e tirando da reta a responsabilidade do governo federal sobre a decisão de fechar as escolas, religiosamente jogando a população contra governadores e prefeitos que preferiram salvar vidas, negar o negacionismo, vacinar a maioria da população e aguardar o arrefecimento da pandemia que já nos levou mais de 540 mil vidas, mais da metade mortes evitáveis, não fosse justamente o fato de governadores e prefeitos afeitos ao charlatanismo miliciano de Bolsonaro terem aproveitado a oportunidade para sair do armário fascista e empestear o país com suas cruzes, arminhas, e ódio ao outro, taoquei.

O impacto nas gerações independe da pandemia e de escolas e universidades estarem fechadas, uma vez que tudo está contaminado, da esquerda à direita, de cima a baixo, até os ossos, pelo arcoirídico liberalismo individualista que tudo corrói com sua fachada limpinha cheirosa, sua superficialidade oportunista, sua muito conveniente e lucrativa diversidade lacradora, plim, plim.

Bolsonaro não sofrerá impeachment, uma vez que a maioria do Legislativo o apoia, que a pandemia é lucro certo para quem se beneficia da desgraça alheia; um país erguido para saciar a ganância de poucos em detrimento de muitos, estupidificado pelo vício em dinheiro e quinze minutos de fama, capaz de escravizar, matar, morrer e de ficar inerte diante do genocídio executado à céu aberto em nome do deus glutão, amém.

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