Odeio pobre! E daí?

Reza a lenda que o gigante acordou nesta sexta-feira incrédulo ao ouvir a indigestíssima voz do coprolalíssimo presidente da república dos e daís, Jair Bolsonaro, em gravação de 22 anos atrás afirmando sua axiomática aporofobia, coisa que, caso ninguém tenha notado, seja por estar ocupade demais adulande glamurosos glúteos de celebbbridades a serviço do patrão, seja por convenientemente se fazer de tonte, vem sendo denunciado desde tempos idos, anteriores mesmo ao golpe de 2016 e à desastrosa eleição de 2018, o que não impediu sua ascensão justamente entre a classe pobre, que odeia pobre e que nada de braçada no lodo gliterinado da cultura do topo de olhos fixos em seus umbigos com deus acima de tudo, plim, plim.

Com a aprovação da PEC dos Auxílios graças às manobras do afinadíssimo presidente da Câmara dos Deputados à Serviço do Patrão, Arthur Neoliberalira, Bolsonaro pretende se reeleger através de um pacote de bondades que injeta bilhões em dinheiro em programas de governo que atingem diretamente o povo mais necessitado, com supremo com tudo, em meio a uma epidemia de fome e miséria, plano que, caso resulte vitorioso, revela a total inépcia do enlatado grito revolucionário “se ferir minha existência, serei resistência”, uma vez que, como testemunhamos durante a pandemia de covid-19, nenhuma barbárie é capaz de ferir a existência de um povo submisso à flatulenta cultura individualista da liberdade de consumo, amém.

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