Lollapa usar mão de obra barata Brasil

E lá se vai mais um Lollapalooza recheado de politização lacradora feita sob medida pra inflar o ego da tão sofrida classe média brasileira que, sem poder pular carnaval mais uma vez – nas ruas, é claro! –, não mediu esforços para estar presente na selfie que custou ao seu tão surrado bolso de 650 a 2.400 reais, mesmo com cenoura a R$ 20 o kilo, gás de cozinha a R$ 120 e a gasolina, esse tão precioso elixir dos deuses do capitalismo, entre R$7 e 11 R$. Não, não mediram esforços para a festa acontecer com pandemia, com tudo.

Mais uma vez, como é denunciado desde 2018 pelo Padre Julio Lancelotti, a organização do evento explorou pessoas em situação de rua para a construção da estrutura milionária da franquia norte-americana. Julio, o padre que, quando convém à esquerda lacrosantoliberal, é alçado a condição de herói por sua luta pelos moradores de rua de São Paulo, foi mais uma vez ignorado em sua denúncia de que os moradores de rua trabalham em jornadas diárias longas de até 12 horas por menos de R$100, sem equipamento adequado para montar e desmontar as dezenas de toneladas de estrutura de palcos e tendas.

Pouco importa. O que vale mesmo é encher a boca cheia de umbigo pra mandar o presidente da república dos Caetanos, Jair Bolsonaro, tomar no c… na tela da Globo que lucra de todos os lados para delírio orgasmático do patrão, amém.

Não pode usar mão de obra barata, mas se quiser, pode.

Obrigado!

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