A Ucrânia não é aqui

“Nós somos humanos também, que nem vocês…”, gritou desesperada a mulher para os soldados armados até os dentes.

Não, não é na Ucrânia.

A mulher é uma indígena Guarani-Kaiowá da tekoha Laranjeira Nhanderu, em Rio Brilhante, Mato Grosso do Sul. Os soldados são policiais militares que sem mandato judicial, mas muito bem acompanhados de bombas, gás lacrimogênio, balas de borracha e spray de pimenta, despejaram violentamente a comunidade do local. A invasão do território e o despejo dos Guarani-Kaiowá faz parte da secular guerra que os ruralistas donos de imensas porções de terra – muitas e muitas delas griladas, ilegalmente adquiridas – no MS, destinadas principalmente para a pastagem para o gado e para o plantio de soja – planta não sangra e não tem sistema nervoso, então pode, gratiluz! –, travam contra indígenas em todo o país com o apoio incondicional e incentivo financeiro do governo do imprestabilíssimo presidente da república dos e daís, Jair Bolsonaro, num grande acordo nacional, com PM, com Justiça, com deus acima de tudo, amém.

Contudo, a Ucrânia não é aqui e a indignação seletiva se esparrama democraticamente pelo chão, da esquerda à direita, incentivada pelo vício em celebbbridade e lacração numa campanha de ação afirmativa incolor da mídia golpista chamada #SomosTodxsCapachxsDoPatrão.

Fonte: @brasildefato

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