Novos pés. Mesmas botas.

Todo início de ano é a mesma ladainha pra justificar o aumento do orçamento do governo norte-americano na defesa da liberdade de consumo contra a ameaça comunista, às vezes, terrorista. Ainda mais quando o presidente daquele país anda com a popularidade em baixa, momento perfeito para invocar o bom e velho espírito da guerra fria, aumentando o consumo de tudo e fazendo o patrão ainda mais feliz – e trilionário –, amém.

Mas, não era pra ser o governo de Joe Biden e Kamala Harris aquele que defenderia a vida de todas-des-dis-dos-dus, em que todas as vidas importam, de todas as cores, credos e cruzes, um paraíso arcoirídico cheio de gratidão e positivismo, uma era de paz e amor que contagiaria o planeta inteiro?

Ora, Biden tem interesse na Ucrânia desde antes de ser vice de Obama – o prêmio Nobel da Paz que invadiu e assassinou com sua caneta pacificadora palestinos, sírios, iraquianos, líbios, entre outros. Foi lá que usou o discurso anticorrupção que logo depois viemos a conhecer por aqui através da famigerada Operação Lava Jato, tudo por conta dos negócios bilionários de gás, petróleo e outras commodities locais essenciais para encher o bolso do patrão que estavam sendo atravancados pelo governo ucraniano da época.

A Rússia afirma desde o princípio que não tem interesse em invadir a Ucrânia, que é incentivada pelos EUA e a OTAN a provocarem tal invasão. Porém, com a mídia ocidental sempre à serviço do patrão e o público viciado nas doses diárias de individualismo enlatado, a verdade já tá com a validade vencida faz tempo. Hoje, o risco de guerra é iminente. A OTAN e os EUA enviaram caças e navios para a fronteira russo-ucraniana, para alegria da indústria das armas, que lucra horrores mesmo que não seja disparado um único tiro. Tal qual ocorre quando, por exemplo, Israel violentamente – com a anuência de Kamala Harris, o token da liberália arco-íris –  resolve derrubar casas e ocupar terras palestinas, tudo justificado pelo discurso antiterrorismo, a ameaça antissemita ou o direito divino, pfiu, pfiu.

Os pés, branquinhos, limpinhos e cheirosos são novos. As botas são as mesmas de sempre.

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