A bomba do marreco

O ex-juiz-ministro-marreco da justiça branca do sul, Sergio Moro, anuncio esta semana que soltaria uma bomba no colo do coprolalíssimo presidente da república da esquerda viciada em lacração, Jair Bolsonaro. Com aquela mãozinha invisível da mídia golpista, intentou causar alvoroço no meio político e jornalístico, cujo sonho é ser tabloide de fofocas de 20 centavos; aumento do dólar!, queda da bolsa!, arrepios e calafrios nos farialaimers!, um drama de novela escrito e encenado por gente muito experiente no assunto, plim, plim.

Chegou a hora! Todos a postos, lá vem ele todo paladino do alto de sua inflabilíssima flatulência, holofotes! holofotes!, lá vem, segura essa: “Bolsonaro comemorou a soltura de Lula em 2019”, quá!

Uma fofoca! A mídia golpista com todo seu aparato tecnológico e intelectual, com todo o poder de transmissão disponível através de concessão pública, noticiou uma fofoca! Mas, cuidado! Não é um inofensivo fuxico. A bomba de Moro, esse pum fedorento, tem descomunal efeito propelente e traz a assinatura dos maiores criminosos de guerra do século – nunca julgados! –, os EUA, uma vez que funciona tal e qual a incendiária bomba de napalm, que se espalha, corrompe, mata e destrói tudo o que toca em meio às ardentes chamas da incansável luta contra a ameaça comunista pela liberdade de consumo para todas-des-dis-dos-dus, com supremo, com tudo.

A bomba de Moro é um experimento de laboratório posto em prática não apenas para causar desconforto entre Bolsonaro e os bolsonaristas, mas também para atrelar sua imagem à de Lula na tentativa vil, baixa, repulsiva da burguesia eugenista de expô-los como uma coisa só, apagando da memória convenientemente curta da classe média vira-lata brasileira e dos pobres de direita, magoados e decepcionados com a “escolha difícil”, – além dos isentões, é claro! –, o fato de Moro, segundo a conja, formar com Bolsonaro a teratológica criatura adestrada anos a fio pela divina doutrinação fascista dos valores e costumes individualistas do patrão, com deus acima de tudo, amém.

O jogo sujo da terceira via limpinha cheirosa taí pra varrer a jato do mapa quem canta vitória antes do tempo.

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