Só não cobrei mais porque o povo não merece, taoquei!

Ao que parece, após testemunharmos 912 dias de desprezo, deboche, descaso e indiferença disseminados pela máxima pestilência pútrea do esterquíssimo presidente da república dos e daís, Jair Bolsonaro, o povo brasileiro está desvalorizado no mercado das nações subservientes ao imperialismo norte-americano, valendo nada mais que um dólar, taoquei.

A denúncia da Folha golpista de que um membro do Ministério da Saúde pediu propina de um dólar por dose de vacina de um representante da AstraZeneca para fechar negócio “compondo com o grupo que trabalha dentro do Ministério” tremeu os alicerces do governo Bolsonaro já abalados com as denúncias relacionadas à Covaxin indiana, à Cloroquina, e tudo mais que envolve sua total omissão no combate à pandemia, além dos crimes de responsabilidade de praxe cometidos desde o início de seu mandato e que constam no superpedido de impeachment protocolado hoje na Câmara dos Deputados, um amálgama dos mais de 100 pedidos de impedimento herdados pelo deputado Arthur Neoliberalira de seu antecessor, o passapanista-mor da república, Rodrigo Maia.

Mas o brasileiro – esse indivíduo sempre submisso ao vil metal, assim denominado pela atividade predatória de um dos primeiros empreendedores que aqui colocaram os pés para usurpar as riquezas e terras desse país –, não se deixa abater por qualquer má notícia, como as que nos trazem as denúncias de corrupção genocida que impregna o governo federal, a despeito das mais de 515 mil mortes por covid-19 – mais de 300 mil delas evitáveis –. Não! Nada disso! O brasileiro ergue a cabeça, sabe se dar valor e celebra com a pança cheia de vento que um dólar vale mais que um real, taoquei.

Alguém, num dia qualquer de um futuro não tão distante – nunca num sábado, pois deus reservou esse dia para manifestações de esquerda, sem vermelho, é claro! – vai dizer que o colossal desmatamento que assola seu tempo, secas, aquecimento global, desgelo dos pólos, etc., é resultado da quantidade de gravetos e galhos usados para riscar o chão à cada crime cometido em nome do patrão pela liberdade de consumo, amém.


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