Voltei, taoquei!

Ele voltou! E, para tristeza de quem vestiu a fantasia de ativista de fim de semana, voltou com a bola toda, literalmente! Pouco antes de descansar o descanso dos justos, o execrabilíssimo presidente da república do “não dá mais!”, Jair Bolsonaro, declarou que interferiu sim na Petrobras, em fevereiro, quando trocou o comando da estatal por mais um penduricalhoso general, para ter previsibilidade do aumento do combustível – o elixir da vida da classe média vira-lata – inflando o atlético peito e afirmando para arroubo da histriônica claque pestilenta, “eu sou o presidente!”, taoquei.

Na segunda-feira, já com a energia renovada, Bolsonaro começa o dia afirmando que as manifestações pela sua destituição do cargo foram fracas porque tem pouca maconha circulando nas ruas, graças às apreensões da sua PêÉfe e, ignorando a pandemia do novo coronavírus e os mais de 462 mil mortos pela covid-19, aceitou sediar a Copa América a pedido da Conmebol – não tem pão, que comam circo! – no país após a desistência de Argentina e Colômbia, justamente por estarem sofrendo com a mesma pandemia em seus territórios. Opositores ao aceite do mandatário genocida pulularam em instantes, lembrando que Bolsonaro não respondeu aos vários e-mails da Pfizer para negociar vacinas, desprezou os milhões de imunizastes do Butantã, mas respondeu com celeridade ao apelo da Confederação Sulamericana de Futebol, muitos dos críticos, pertencentes aos grupos midiáticos que lucram zilhões com as transmissões, sendo xingados de comunistas – que, na novilíngua do mercado político, é o antônimo de fascista –, mais notadamente, um comentarista global vociferando e gesticulando emputecido, para deleite da lacralândia, amém.

Bolsonaro, portanto, começa a semana fazendo o que faz de melhor: chamar toda a atenção para si, gastando a cota de impropérios, afrontas, desprezos, ameaças e deboche feito metralhadora, tal qual fez na semana passada e em todas as outras 77 semanas desde o primeiro tiro, pfiu, pfiu.

Ele voltou e só sai de lá se o dinheiro parar de entrar no bolso de quem o colocou e mantém no trono, com supremo, com tudo.

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