Novo pé. Mesma Bota.

Há no Brasil quem se preocupe em alertar o novo presidente norte-americano, Joe Biden, sobre os perigos de se negociar com o excrementíssimo presidente Jair Bolsonaro, principalmente acerca da preservação e defesa da Amazônia, pauta que defendeu durante sua campanha presidencial graças ao empenho de entidades e celebridades daquele país engajadas na causa ambientalista que acolheram os apelos de seus pares brasileiros, ambientalistas, indígenas, políticos, artistas e intelectuais que, em diversas campanhas desde o início de 2019, denunciam e alertam para o ecocídio promovido por Bolsonaro e seu governo, taoquei.

Por que preocupam-se em alertá-lo? Complexo de vira-lata! Tratam-no como se fosse o mocinho e não um dos bandidos da linhagem dos limpinhos cheirosos cujo interesse é o mesmo de sempre, seja na questão da Amazônia, do aquífero Guarani, da Palestina, da Síria, Líbia, Coréia do Norte, etc.: a defesa da liberdade de consumo de seu povo em detrimento dos outros. O simples fato de reunir-se a portas fechadas com o governo federal, sem participação da sociedade brasileira – o que deveria ser considerado um insulto e ser repudiado veementemente –, já deixa claro que, para Biden, a soberania nacional não passa de um arremedo facilmente substituído por qualquer enlatado cultural norte-americano, pfiu, pfiu.

Ora, Biden sabe muito bem com quem está lidando. Está fazendo justamente o que Salles sugeriu naquela famigerada reunião ministerial: passando a boiada no momento em que o povo brasileiro morre aos milhares diariamente, vítima de um vírus cuja origem remete justamente à exploração ambiental predatória. Biden e seu país criam Bolsonaros desde o século passado, alguns de terno, outros de farda, todos sempre prontos a obedecer as ordens da Ford, da Nestlé, da Coca-Cola, da Shell, e de outras centenas de gigantes capitalistas que há décadas fazem dos recursos naturais da América Latina – e de todo o Hemisfério Sul – sua mina de ouro, onde cavam até não ter mais o que extrair e abandonam a céu aberto. Biden come Bolsonaros no café da manhã, com golpe, com tudo.

Com Lula livre, Tio Sam precisa acelerar a pilhagem.

Novo pé. Mesma bota.

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